09. Cirurgia ou o método DR? É possível uma interação?

Não recomendamos cirurgia para crianças pelo risco de lesão das placas cartilaginosas de crescimento dos ossos da parede torácica anterior (esterno e costelas), o que normalmente faz deteriorar com o tempo um resultado inicial aparentemente bom. Também encontramos os seguintes relatos desencorajadores na literatura médica: "Mais de 40 técnicas operatórias diferentes têm sido descritas para o pectus excavatum" (Isakov et al) "indicando que o método ideal ainda não foi descoberto" (Haje). "As técnicas operatórias são controversas e um resultado perfeito não é obtido, qualquer que seja a técnica empregada" (Heydorn et al). "Cirurgiões que reconhecem o aumento de resultados ruins à medida que seus pacientes ficam mais velhos tendem a abandonar a técnica que usaram e a procurar uma melhor" (Humphreys and Jaretzki). "Maus resultados ocorrem em crianças que são operadas antes dos 12 anos de idade" (Milovic and Oluic), e "resultados ruins em longo prazo" (Humphreys and Jaretzki) têm sido relatados sem qualquer explicação do por que destes maus resultados (ver 1º exemplo mostrado abaixo). “Não se encontra na bibliografia atual da cirurgia torácica nenhuma referência às placas de crescimento do esterno e das cartilagens costais, e as operações podem estar produzindo distúrbios de crescimento secundários" (Haje). Outros relatos da literatura incluem uma diminuição da capacidade pulmonar no pós-operatório.

No 2º exemplo mostrado abaixo, um paciente adulto portador de pectus excavatum é visto. Ele foi submetido a duas cirurgias plásticas alguns anos antes das fotos: uma para colocar silicone e outra para retira-lo. Ele nos informou que a retirada ocorreu por não ter tolerado o peso do material.

Exemplos de resultados cirúrgicos ruins a longo prazo:

Adolescente após um ano de cirurgia osteocartilaginosa corretiva para pectus excavatum. Observe a cicatriz longitudinal.

Total recorrência aconteceu após poucos meses.
Adulto de 42 anos de idade, cinco anos após cirurgia plástica para correção de pectus excavatum. Aspecto do tórax após remoção de silicone subcutâneo.

NOTA: Os resultados acima não expressam os resultados de todas as cirurgias. São exemplos de algo que pode acontecer.

INTERAÇÃO: Nosso procedimento conservador, o método Dinâmico de Remodelação (DR) do tórax, que associa a prática de EXERCÍCIOS ao uso de órteses, é uma opção fisiológica de tratamento, levando inclusive a uma melhora do condicionamento físico e da saúde do paciente em tratamento. Para pacientes que já foram submetido a tratamento cirúrgico e tiveram recorrência, nosso método pode ajudar, desde que corretamente aplicado. Nosso método pode certamente ajudar pacientes com pectus excavatum que não tiveram correção das saliências dos rebordos costais com a cirurgia. Interação também pode ocorrer se o objetivo for obter mais flexibilidade da parede torácica anterior para facilitar uma abordagem cirúrgica. Em Testemunho, na seção Video/Testemunhos deste site, pode-se ver exemplo de um bom resultado cirúrgico em longo prazo para um paciente adulto que primeiro obteve melhora das saliências de rebordos costais e um aumento da flexibilidade de seu pectus excavatum pelo método DR. Por outro lado, na seção Casos Tratados (caso 16) pode-se ver exemplo de um paciente que chegou a um resultado questionável com cirurgia, mas que obteve um resultado muito bom com o método DR posteriormente.

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